Final Feliz…Você me diz.

Entre tempestades, desertos, tempo entre amigos e palestras algumas coisas aconteceram, algumas coisas aprendi. Sintam-se a vontade pra embarcar …

Como todos já sabem, nós não estamos mais indo pra os EUA. Estamos num tempo de entender o que Deus está fazendo…
Depois de dias e dias ouvindo, ruminando, chorando (quem diria,rsss), alguma luz…Palavras de lucidez e esperança…

Descobri algumas coisas…
1o. A dúvida não é incredulidade na maioria das vezes. É apenas a falta de controle da situação e circunstâncias. É o motor que nos leva ao mais profundo. É quando decidimos quem vai realmente ter o controle, por isso a insegurança… Será que estamos colocando a nossa vida no lugar certo? Não sei vocês, mas eu tive essa dúvida. Eu escolhi viver a crise com Ele e esperei por Ele e Nele a resposta…mesmo que no silêncio…

2o. A fé não está em entender e ter as respostas para as circunstâncias.  Tê-las voltadas para aquilo que pedimos. Ela está em Deus. O que pedimos pode demorar, pode não vir, pode vir diferente… Mas no fim, a certeza está em quem Deus é. Circunstâncias são enganosas e se a nossa medida de fé vai pela realização de milagres em milagres, nossa fé é nos milagres e não no Deus dos milagres. Nós crescemos realmente quando sofremos, quando perdemos o controle, quando alguém não é curado e mesmo assim sabemos que, independente de tudo o que ocorre aqui, Deus é BOM. Conhecemos Deus, sabemos seu caráter. Jesus foi a MENSAGEM que refletiu quem Deus é. O Reino está aqui, mas não totalmente. Alguns são curados, mas não todos. Os discípulos que amavam e seguiam Jesus na maioria morreram martirizados. Será que se eles seguissem Deus pelo sucesso (aparente) eles teriam dado suas vidas? Como é que Jesus pode dizer: Pai porque me abandonaste? Heresia? Não, relacionamento. Ele orou e clamou porque conhecia o Pai, sabia que Ele podia ouvi-lo, que o amava.

Existe um sofisma, uma mentira eminente nos dias de hoje. Estamos vendendo um evangelho barato. O evangelho dos sentidos (não que Deus não use os sentidos). Se posso sentir – logo existe. Se me sinto bem, Deus está aqui. Se estou mal, Ele está longe. Se atende meu desejo, Deus é bom. Se não, estou em pecado ou Deus não é tão bom. É necessário sim ter espaço para a dor e para a dúvida.  Apesar do Pai estar conosco sempre, as circunstâncias nos traem o tempo todo, nos empurram para o imediato, para a realização dos nossos desejos, para a felicidade experimental e imediata. A dor não faz parte da vida e da caminhada.
Vocês nunca se perguntaram porque Deus deu a promessa para Abraão de um filho e só atendeu a promessa depois de 12 anos? (não tenho certeza dos anos exatos, mas é entre 12 e 19 anos). Na época que Deus falou com Abraão, Sara já era velha e estéril. Logo depois pediu que o sacrificasse.
Temos que ter cuidado em quem temos colocado a nossa fé. No nosso umbigo ou em Deus. Num relacionamento, ou num gênio que está pronto pra nos atender. Em um senhor ou num garçon… “Renuncia a tudo que tem – só assim poderá ser meu discípulo”.

Se me perguntarem se Deus existe… Deus existe. Se perguntarem se Deus é bom…Deus é bom. Se estou sentindo isso através das circunstâncias, nem sempre. Minha fé e esperança estão em Cristo e só Nele. “Pois se a nossa esperança está nesse mundo somos os mais infeliz dos homens”.

Pra conseguirmos viver nesse mundo como discípulos de Cristo tenho aprendido que:

– Jesus é a única, única, única, certeza que teremos.
– Devemos ouvir e obedecer, mas o resultado é com Deus (aconteça ou não).
– O propósito maior é sobre quem somos e não sobre o que fazemos. (vós sois sal e luz e não, estão como sal ou luz).
– Se realmente somos, faremos, e não ao contrário (a ordem altera os fatores sim)
– Somos mensageiros, onde a mensagem é Jesus. Conseguiremos levar essa mensagem na medida que vivermos-a. Com erros e acertos. O importante é a motivação e foco.

2 comentários sobre “Final Feliz…Você me diz.

  1. Parece-me que a noção de que Jesus é nossa única certeza é muito grave, e conduz a águas não navegadas e portos não alcançados…

    • Henrique, logo me veio algo pra dizer…mas ou invés de dizer vou pensar no que comentou.
      Engraçado esses blogs, podemos rejeitar aquilo que comentam sobre o que escrevemos.. mas que riqueza é poder ouvir e questionar. Ainda que não tenha problemas com o incerto…

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